A Máfia das Orquídeas

Alguns de vocês devem ter percebido uma reviravolta no meu canal do YouTube. Fechei o acesso a todos os vídeos, criei um novo, e tentei colocar os meus quatro vídeos que considero “oficiais”, cada um de uma música do meu disco Pulsar. O que me motivou foi banal. Só queria que o link passasse de “gpeddino” (meu antigo nick) pra “guilhermeeddino”. Simples. Mas aí a coisa ficou feia.

Ao subir os quatro vídeos para o novo canal, imediatamente recebi notificações muito esquisitas. Uma empresa chamada The Orchard Music alegou possuir os direitos sobre as músicas dos vídeos. Sim, as minhas músicas, que eu escrevi e sobre as quais eu trabalhei incessantemente por meses, até anos.

Como não podia deixar de ser, achei um belo dum absurdo. E ao fuçar na internet descobri que o buraco é bem mais embaixo.

Algumas empresas como a Orchard Music, editoras que licenciam a música de artistas e bandas para veiculação em comerciais, programas de TV, filmes, etc, perceberam no YouTube uma maneira de ganhar um dinheiro fácil.

O dinheiro que os artistas podem ganhar através da monetização de seus vídeos no YouTube, acaba indo para empresas como a Orchard, que aproveitam-se de brechas na lei (que as beneficia) para capitalizar em cima do trabalho alheio sem precisar fazer ABSOLUTAMENTE NADA. E por mais estranho que possa parecer, isso é extremamente comum.

O YouTube possui ferramentas para os usuários contestarem as alegações e reafirmarem a posse dos direitos sobre o próprio material. Mas – pasme – quem dá o veredito final não é nenhum juiz, nem uma terceira empresa, nem o próprio Google. É a empresa que fez a primeira alegação. E aí, por que razão os diretores das Orchards ou empresas que fazem parte da mesma laia iriam cortar o fluxo de dinheiro fácil?

Confesso que fiquei bastante chocado quando percebi a máfia que isso representa (talvez por ingenuidade, mas enfim). Receber um aviso assim que o upload termina me falando “isso não é seu”, recebendo um aviso de que minha conta no Google pode ser encerrada por plágio, e aí perceber que, a essa altura do campeonato, já tem gente tentando me roubar, não tem preço.

Dito isso, fiquei bem revoltado com toda essa história e estou pensando em outras plataformas para liberar meus vídeos, incluindo uma série de videoblogs que pretendo fazer nos próximos meses. Quem tiver ideias, pode comentar aqui ou mandar via comentário no Facebook.

Não necessariamente farei a linha xiita e abdicarei do YouTube para sempre, mas depois dessa, acho que não custa tentar enxergar além. Verdade seja dita, isso não necessariamente me afeta, pelo menos por enquanto. Mas como alguém que se sacrifica pra criar algo, é difícil não sentir como se uma mão invísivel me desse um tapa.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s